O projeto EmCena apresenta no mês de novembro a peça “Traverser La Riviere Sous La Pluie” por Itinere Collectif, criação coletiva e encenação de Thylda Barès, nos dias 6 e 7 de novembro, às 21h30, no Auditório Mário Primo, na Escola Secundária Padre António Macedo, em Vila Nova de Santo André, e no dia 8 de novembro, também às 21h30, no Auditório Municipal António Chainho, em Santiago do Cacém.
Uma fantástica companhia que regressa até nós constituída por atores naturais de França, Reino Unido, Bélgica, Noruega, Suécia e Turquia, todos formados pela Escola Internacional de Teatro Jacques Lecoq.
Duração: 60 min. | M/6
Bilhetes: 5,00 público em geral – 3,00€ menores de 21 anos, maiores de 65 anos – gratuito para sócios da AJAGATO
Locais de Venda:
– Vila Nova de Santo André: capag – 269 751 296 (rede fixa nacional)
– Santiago do Cacém: Auditório Municipal António Chainho – 269 750 410 (rede fixa nacional) – Reservas também através do CAPAG
Organização: ajagato – Associação Juvenil Amigos do Gato
Parceria: Câmara Municipal de Santiago do Cacém e Câmara Municipal de Sines
Sinopse: De que falamos nós? (bem, na verdade, nós nem falamos …)
Há tiros ao longe, um grupo de pessoas foge com quase nada e dá de caras com um rio sem ponte. Na outra margem, uma cabana (fronteira? posto de controlo? ou torre de vigia?) e uniformes armados (militares? milícias? guardas?). Há tiros ao longe; temos de atravessar! De um lado, uma avó belga dentro de uma mala, arrastada pelo seu dedicado filho turco; uma mulher britânica grávida, o marido norueguês e o seu grande bebé sueco.
Eles vão ter de se desenrascar para encontrar soluções; ingénuos, peculiares, bizarros, humanos. Do outro lado do rio, dois guardas dão o seu melhor para fazer cumprir as regras. Encontramos também a boa vontade de um humanitário, um ferido grave, um turista perdido e o inevitável repórter. Não há nenhuma fatalidade, apenas circunstâncias e oportunidades, e os meios que encontram, em conjunto, para as aproveitar.
Em ambas as margens deste rio, são palhaços-bufões que falam com os seus respetivos “grommelots”. Não são mártires nem carrascos. Apenas vítimas, sem “pathos”, mas cheias de esperança, cheias de vida, apanhadas numa situação que se arrasta desde sempre.