14 de setembro (domingo)
15h30 – Cerca Trova (pt) | Dança / Artes Marciais | 45’
Budô
Exterior do Centro de Artes
16h30 – João Pataco & Miguel Baltazar (pt) | Circo / Performance | 40’
Monstrum
Largo Poeta Bocage
17h30 – Bruno Humberto (pt) | Performance Itinerante | 50’
Enciclopédia das Escadas
Rampa das Bicas Velhas + Percurso
a cidade de Sines recebe, nos dias 12, 13 e 14 de setembro, mais uma edição da m.a.r. - Mostra de Artes de Rua, este ano com 20 projetos artísticos oriundos de nove países, nas áreas do circo, dança, performance, música e instalação.
A m.a.r. é uma iniciativa com direção artística e produção do Teatro do Mar, coprodução da Câmara Municipal de Sines e apoio da Direção-Geral das Artes / Ministério da Cultura. Esta edição conta com o apoio do Institut Ramón Llull (es).
a diretora artística do projeto, Julieta Aurora Santos, explica que, "num tempo em que o mundo se rasga em conflitos, impotência generalizada e alienação, a m.a.r. – Mostra de Artes de Rua ergue-se como um sopro de resistência e de beleza partilhada."
"A rua, território comum", diz Julieta Aurora Santos, "transforma-se num palco de escuta onde a arte desafia a indiferença. é preciso agir, somar, gerar empatia. é urgente alimentar a esperança, e nutrir todas as forças, para manter viva a dignidade e o valor da vida humana. é preciso continuar a persistir, inquietar, contribuir, transformar."
Em 2025, a m.a.r. volta a ocupar diferentes lugares da cidade, com destaque para o centro histórico (Castelo, largos e ruas confinantes) e a frente marítima (Avenida Vasco da Gama, Praia Vasco da Gama, rampa das Bicas Velhas e porto de recreio). a mostra estende-se também à zona norte da cidade (Alameda da Paz, onde estará o Jardim das Artes, e exterior da antiga Estação de Caminhos de Ferro). a Capela da Misericórdia é o único espaço interior da mostra.
"Espalhada por diferentes lugares da cidade, a m.a.r. cria uma cartografia viva, uma ligação profunda ao território — geográfico e humano. Cada lugar, no espaço público, torna-se um ponto de reunião, onde a arte ocupa, convoca, perturba e une. Abrigo num tempo de ruínas, é no encontro que se rompe o isolamento: uma afirmação de que a cultura é um direito, a proximidade um gesto político, e o coletivo a única saída possível", diz Julieta Aurora Santos.
Este ano, a m.a.r. recebe companhias e artistas de Portugal, Espanha, França, Itália, Bélgica, Países Baixos, Reino Unido, Finlândia e Japão.
A entrada é gratuita para todos os espetáculos.